Patente de novo motor

Dois turbos e compressor: que “monstro” de motor está a Mazda a preparar?

Ainda recentemente a Mazda anunciava a nova geração de motores SKYACTIV-X e agora deparamo-nos com a patente para um "monstro" de motor.

A Mazda mantém a “fé” nos motores de combustão interna. Ainda a semana passada revelou o SKYACTIV-X, o revolucionário motor que permite a ignição da gasolina por compressão e não pela faísca gerada pela vela de ignição – tal e qual um motor Diesel. Os ganhos prometidos em eficiência prometem colocar os motores a gasolina ao nível dos motores Diesel.

Surge agora uma nova patente para um novo motor. Será uma versão do SKYACTIV-X? Não sabemos. O que sabemos é que parece ser um “monstro”. Se a Mazda, com os seus SKYACTIV-G resistiu ao downsizing e sobrealimentação, os SKYACTIV-X e esta nova patente seguem na direção clara da sobrealimentação.

O SKYACTIV-X além do sistema de ignição revolucionário, também vem equipado com um compressor. A patente agora revelada, além do compressor, adiciona dois turbocompressores!

A diferença para outros motores que recorreram a um compressor e um turbocompressor simultaneamente – como o 1.4 TSI da Volkswagen -, é que no caso da marca japonesa o compressor é elétrico. Ou seja, o compressor elétrico tem como função gerar a pressão necessária nos baixos regimes para atenuar ou mesmo eliminar o chamado turbo lag. A regimes mais elevados, os turbos convencionais assumem o controlo das operações. A solução mais próxima desta em produção é a que podemos encontrar no Audi SQ7, mas o modelo alemão é a gasóleo.

A Volvo apresentou um protótipo de um motor com uma solução semelhante há uns anos atrás. Tratava-se de um quatro cilindros em linha com dois turbos convencionais e um elétrico. Esta solução permitia que o bloco, com apenas 2.0 litros, debitasse cerca de 450 cv! Esse motor ainda viu a luz do dia, mas parece que a Mazda trabalha numa solução semelhante. Ao contrário da Volvo, não conhecemos números do motor da Mazda.

Temos motor. Teremos carro?

O que sabemos é que este motor deverá equipar um carro com uma arquitetura base de um tração traseira. E sabemos isso pelas legendas no registo de patentes, que revelam uma orientação “norte-sul” do motor, ou seja, estará posicionado longitudinalmente. E de momento, o único carro com tal arquitetura existente no portefólio da marca é o MX-5.

Observando o aparato deste motor, dificilmente o vemos num MX-5. O roadster tem outro tipo de filosofia, uma que não implica tanta complexidade mecânica e performances elevadas. Estará a marca a preparar alguma surpresa para breve?

Muitos rumores têm circulado à volta do futuro da marca. No que toca a modelos de tração traseira, fala-se de tudo um pouco: desde o ressurgimento do motor Wankel para um hipotético sucessor do RX-7 e RX-8, até um potencial rival do Kia Stinger. Esta última hipótese poderá aparecer sob forma de um protótipo num dos próximos três grandes salões de 2017 – Frankfurt, Tóquio e Los Angeles.

Apesar de uma patente não significar que se torne realidade, é mais uma peça no puzzle do futuro próximo da marca, que continuará a ter os motores de combustão interna no centro das suas actividades.

 

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