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F1: GP de Espanha cheio emoções quentes

Pela primeira vez na história da Fórmula 1 ouviu-se o hino venezuelano no final de uma corrida, tal acontecimento deveu-se à vitória de Pastor Maldonado no GP de Espanha.

O piloto da Williams partiu na frente e depois de um contratempo inicial só teve de controlar a corrida até final para ter o prazer de saborear o champanhe no topo do pódio. Maldonado sofreu uma enorme pressão do piloto espanhol, Fernando Alonso, que cedo atacou o primeiro lugar com o objetivo de se isolar na frente do campeonato, mas o piloto venezuelano conseguiu ser exemplar ao defender impecavelmente a sua posição nas voltas finais da prova.

É um dia fantástico, inacreditável tanto para mim como para a equipa. Temos vindo a trabalhar muito desde o ano passado e agora chegamos aqui, finalmente. Foi uma corrida difícil mas estou feliz porque o carro foi competitivo desde a primeira volta“, disse Pastor Maldonado.

Quem também teve razões para festejar foi Frank Williams (na imagem em baixo ao centro), que já não via a sua equipa triunfar desde o Grande Prémio do Brasil, em 2004. Foi a prenda ideal para F. Williams, que completou este sábado, 70 anos de vida.

Mas se pensas que o GP de Espanha foi só isto, então pensa duas vezes… Houve ação por todo o lado e um dos grandes casos aconteceu no decorrer da volta 13, quando Michael Schumacher chocou com Bruno Senna e os dois foram obrigados a abandonar. No final, Schumacher e Senna trocaram calorosas acusações, com o alemão a não ficar nada bem na fotografia ao chamar “idiota” ao piloto brasileiro. No entanto, os comissários consideraram o piloto alemão culpado e decidiram puni-lo com a perda de cinco lugares na grelha de partida no próximo GP do Mónaco.

Vê como tudo aconteceu:

Houve ainda outras situações picantes, como o caso de Fernando Alonso e Charles Pic. A hesitação de Charles Pic antes do espanhol entrar nas “boxes” levou-o a perder tempo fundamental na corrida pela vitória. Charles Pic, da Marussia, acabou por ser castigado com uma passagem pelas boxes por ter demorado a deixar passar o Ferrari de Fernando Alonso.

Raikkonen foi outro dos protagonistas, mas neste caso, ele não foi o único culpado. Apesar de terminar no terceiro lugar, este resultado soube a pouco ao piloto finlandês… “Estou um pouco decepcionado. Se tivéssemos feito tudo corretamente na primeira parte da corrida, poderíamos ter terminado em primeiro”, disse Raikkonen.

A estratégia da Lotus foi um fiasco, e depois de Raikkonen parar pela terceira vez nas boxes (já a menos de vinte voltas do final) a equipa chegou a dizer-lhe, pelo rádio, que os dois da frente (Maldonado e Alonso) ainda iam parar uma quarta vez. Obviamente, isso não veio acontecer e Raikkonen apesar de estar com um grande ritmo na fase final da corrida nunca mais conseguiu apanhar os seus adversários. Os responsáveis pela estratégia da Lotus tiveram muito mal ao afirmarem a quarta paragem dos lideres da corrida, quando já qualquer pessoa conseguia prever que isso não iria acontecer…

O último caso mas não menos caricato, aconteceu já depois da prova ter terminado. Um incêndio nas boxes da Williams deixou todos de boca aberta sem saberem bem o que fazer. Pudera… Antes da chegada dos bombeiros ao local, alguns mecânicos tiveram de usar máscaras para se protegerem do fumo, chegando mesmo a haver duas pessoas a visitarem o hospital mais próximo, tendo uma delas sofrido ligeiras queimaduras e a outra partiu um braço devido a uma queda no meio da confusão.

E assim foi mais um Grande Prémio da Fórmula 1…

Texto: Tiago Luís

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