24 Horas de Le Mans

As 24 Horas de Le Mans voltam a supreender

Uma prova marcada pela desistência dos principais candidatos e pela glória dos que resistiram. Não é uma prova qualquer, são as 24 Horas de Le Mans.

Como dizia alguém há uns anos “prognósticos só no final do jogo”. E tal como o futebol (perdoem-me a comparação), as 24 Horas de Le Mans também não são dadas a prognósticos.

A Toyota partiu como grande favorita para esta edição da mais emblemática prova de resistência do mundo, porém a prestação dos TS050 ficou marcada pelos problemas mecânicos – problemas que, alias, foram transversais a todos os carros da categoria LMP1.

A noite caiu e sobre a Toyota desabaram também os problemas. E quando o sol voltou a brilhar, brilhou com mais intensidade sobre a pintura branca, preta e vermelha dos carros de Estugarda. As caras nas boxes da Toyota eram de desalento. Em pista, era o Porsche 919 Hybrid #1 que liderava a 85ª edição das 24 Horas de Le Mans.

Mas nem um ritmo cauteloso assumido pelos pilotos do Porsche 919 Hybrid #1, conseguiu evitar os problemas mecânicos do motor V4 que parece não ter sido talhado para aguentar as altas temperaturas que se fizeram sentir no circuito de La Sarthe. A quatro horas do final da corrida o carro #1 da Porsche desistia com problemas no motor térmico.

A história da lebre e da tartaruga

Perante os problemas que afetaram todos (!) os carros da categoria LMP1, foi uma «tartaruga» da categoria LMP2 que assumiu as despesas da corrida. Falamos do Oreca #38 da equipa Jackie Chan DC Racing – sim, é esse Jackie Chan que estão a pensar… – pilotado por Ho-Pin Tung, Thomas Laurent e Oliver Jarvis. O Oreca #38 liderou a prova até pouco mais de uma hora do final da corrida.

Sem dúvida, uma das equipas sensação destas 24 Horas de Le Mans, já que para além do triunfo na categoria LMP2 alcançaram também o segundo lugar absoluto, assumindo uma posição que à partida estava reservada aos «monstros» da categoria LMP1. Mas em Le Mans não se pode dar a vitória por garantida, nem tão pouco a derrota…

Saber sofrer

Houve uma equipa que soube sofrer. Falamos dos mecânicos e dos pilotos (Timo Bernhard, Brendon Hartley e Earl Bamber) do Porsche 919 Hybrid #2. Um carro que chegou a estar em último lugar, após na primeira parte da corrida ter sofrido uma avaria no motor elétrico dianteiro.

Aparentemente estava tudo perdido. Aparentemente. Mas com a desistência do 919 Hybrid #1 o último Porsche em pista viu uma oportunidade de atacar a liderança, e encetou um ataque ao 1º lugar da equipa Jackie Chan DC Racing. A pouco mais de uma hora do final da corrida, um Porsche voltava a liderar a prova. Os primeiros derrotados desta edição foram aqueles que triunfaram no final. E esta?

Os pilotos Timo Bernhard, Brendon Hartley e Earl Bamber bem podem agradecer esta vitória aos seus mecânicos.

Ainda que possa parecer, não foi uma vitória caída do céu, por demérito dos restantes LMP1. Foi uma vitória de resistência e de persistência. Uma vitória conseguida dentro e fora de pista. Os pilotos Timo Bernhard, Brendon Hartley e Earl Bamber bem podem agradecer esta vitória aos seus mecânicos que em pouco mais de uma hora conseguiram substituir o motor elétrico do 919 Hybrid após a avaria inicial. Face ao mesmo problema, o único Toyota que terminou a prova demorou duas horas a efetuar a mesma reparação.

GTE PRO e GTE Am

Na categoria GTE PRO também houve drama. A corrida decidiu-se apenas na última volta, quando um furo tirou o Corvette C7 R # 63 de Jan Magnussen, Antonio Garcia e Jordan Taylor da luta pelo triunfo. A vitória acabaria por sorrir ao Aston Martin de Jonathan Adam, Darren Turner e Daniel Serra.

Na categoria GTE Am a vitória foi para o Ferraria da JMW Motorsport de Dries Vanthoor, Will Stevens e Robert Simth. O pódio da classe foi completado por Marco Cioci, Aaron Scott e Duncan Camero, no Ferrari 488 # 55 da Spirit of Race, e por Cooper McNeil, William Sweedler e Towsend Bell no Ferrari 488 # 62 da Scuderia Corsa.

Para o ano há mais!

 

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