Condução

Qual é a posição de condução mais correta?

Para os condutores mais experientes, os (maus) hábitos podem ser difíceis de reverter. Nomeadamente a posição de condução.

No desporto motorizado, onde todos os centésimos de segundo contam, a posição de condução é um dos fatores que pode influenciar o desempenho do piloto. Mas a posição de condução não é fundamental apenas em pista.

No dia-a-dia, a posição de condução é igualmente importante para garantir a segurança, o conforto e evitar a fadiga muscular durante as viagens.

De acordo com o Manual do Ensino da Condução do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), a adaptação do condutor ao veículo passa por três níveis: posição do condutor ao volante, utilização dos pedais e o manuseio do volante.

Qual é a posição de condução mais adequada?

A posição de condução mais adequada deve sempre ter em conta a morfologia física do condutor e, idealmente, proporcionar o maior conforto possível. As pernas devem estar ligeiramente fletidas, de forma a que os pedais possam ser usados até ao final do seu curso sem que o condutor as tenha de esticar completamente.

Os braços devem também ficar fletidos, quando o condutor segura o volante pelo seu arco, na altura da sua zona intermédia junto aos comandos de luzes. No caso de colisão, a posição fletida das pernas e dos braços poderá ainda ajudar a reduzir os danos nas articulações.

Já o tronco deve manter-se numa posição o mais vertical possível (mas confortável) em relação ao solo, com a zona lombar e as omoplatas bem apoiadas às costas do assento e mantendo a cabeça e o pescoço direitos, próximos do encosto de cabeça.

Utilização dos pedais

A utilização correta dos pedais é também fundamental, especialmente quando se trata de um modelo com caixa manual – e por isso com três pedais.

O pé esquerdo deve manter-se sempre apoiado no chão, à esquerda dos pedais ou no suporte específico. O pé esquerdo só deverá estar em contacto com o pedal da embraiagem caso seja necessário engrenar uma mudança ou parar o veículo.

Quanto ao pé direito, usado para travar e acelerar, o condutor deve também (sempre que possível) manter o calcanhar apoiado no chão, mais próximo do pedal do travão.

Manuseio do Volante

A forma aconselhada de manusear o volante é na posição “nove e um quarto” (como os ponteiros de um relógio), em qualquer circunstância.

Nas curvas, o condutor deve manter esta posição utilizando a técnica de «puxa-empurra» – à entrada da curva, deve subir a mão do lado para onde vai curvar até ao topo do volante e puxá-lo até à posição mediana (3h ou 9h). A mão oposta não deve sair do sítio, permitindo apenas que o volante “escorregue” até à posição desejada. No fim das curvas, efetua-se a manobra inversa.

De acordo com o IMT, esta é a posição que proporciona menor fadiga muscular e maior precisão e rapidez no controlo do carro, além de permitir ao condutor manter as mãos mais próximas da zona onde se encontram os comandos de sinalização no volante e dos comandos de navegação, comunicação e conforto na consola central.

Fonte: IMT

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