Especial

As carrinhas desportivas mais radicais de sempre: Audi RS6 V10 (geração C6-Typ 4F)

Foi em 2007 que a Audi apresentou no Salão de Frankfurt a segunda geração da Audi RS6. Uma década depois, vale a pena recordar os atributos da «supercarrinha» de Ingolstadt. O maior dos atributos? O motor V10 5.0 litros bi-turbo.

O prometido é devido. Depois da Audi RS2, BMW M5 Touring e Subaru Impreza WRX STi Wagon, voltamos «à carga» com as carrinhas desportivas mais radicais de sempre. Desta vez a eleita foi a Audi RS6 V10. Eventualmente, a carrinha mais «badass» da história.

A primeira vez que o mundo viu a Audi RS6 (geração C6-Typ 4F) foi há quase 10 anos, no Salão de Frankfurt. O impacto foi imediato.

A Audi RS6 acrescentava um estilo mais desportivo – grelha escura com contornos cromados, saias laterais, duas saídas de escape, um pequeno spoiler e difusor traseiros – ao modelo de série, lançado nesse mesmo ano. No interior, respirava-se igualmente um ambiente desportivo, com um volante de três braços redesenhado, pedais em alumínio e detalhes um pouco por toda a parte.

 

“Das 8 000 unidades produzidas, 6 500 foram carrinhas. E que carrinhas…”

Mas mais do que a componente estética, era o «monstruoso» motor V10 escondido debaixo do capot que despertava a curiosidade de todos.

O modelo mais potente da Audi

A Audi RS6 partilhava o motor V10 biturbo de 5.0 litros de capacidade com o Lamborghini Gallardo. Isso mesmo… o motor de um «supercarro» numa carrinha! Na Audi RS6 este bloco produzia  580 cv de potência máxima (entre as 6 250 e 6 700 rpm), e 650 Nm de binário máximo (logo a partir das 1.500 rpm) – mais 69 cv e 150 Nm que o seu rival de Munique, o M5 TouringNúmeros que faziam da RS6 o modelo de produção mais potente da Audi.

A performance acompanha estes valores. Os números oficiais apontavam para uma aceleração dos 0-100 km/h em 4.6 segundos, dos 0-200 km/h em 12.7 segundos e uma velocidade máxima limitada eletronicamente aos 250 km/h – 274 km/h nas versões performance.

Apesar das prestações capazes de envergonhar muitos desportivos, a Audi RS6 era uma carrinha em toda a sua essência. A capacidade de bagageira chegava aos 565 litros – 1660 litros com a última fila de bancos rebatida.

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Os números mostram que apesar da RS6 acusar mais 430kg de peso do que o Gallardo, o motor V10 FSI – acoplado à transmissão Tiptronic de seis velocidades – continuava a ser mais que suficiente para mover os 2025 kg da carrinha alemã. Agradeçam aos préstimos dos dois turbos…

Em termos dinâmicos, a Audi RS 6 tirava proveito do sistema de tração às quatro rodas quattro (com um diferencial central Torsen capaz de distribuir o binário pelos dois eixos em função das necessidades), suspensão desportiva Dynamic Ride Control com três níveis de afinação – Comfort, Dynamic e Sport – e um controlo eletrónico de estabilidade que permitia ao condutor explorar ao máximo os 580 cv de potência.

Produção durou apenas três anos

Ao contrário do M5 Touring (paz à sua alma…), a Audi RS6 conheceu um sucessor, logo em 2012. Infelizmente, não com o motor V10 mas sim com o V8 TFSI de 560 cv – ficaram a ganhar as prestações e os consumos -, e pelo meio perdeu-se também o seu irmão de três volumes. Contas feitas, a Audi RS6 da segunda geração ostenta orgulhosamente o estatuto «carrinha desportiva mais radical de sempre».

Audi RS6

Qual será a próxima «supercarrinha» deste especial? Continuamos pela Alemanha ou vamos até à Suécia?