Tens orgulho no teu carro?

06/04/2017
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Novo ou velho. Alemão ou francês, inglês ou nipónico. Potente ou poupado. Clássico ou moderno. Tens orgulho no teu carro?

Na semana passada fui com o Diogo às instalações da SIVA – importador da Volkswagen, Audi, Skoda, Lamborghini e Bentley em Portugal – para levantar um carro do parque de imprensa. Mais um teste que vamos publicar aqui na Razão Automóvel.

Mesmo à saída das instalações deste importador, logo depois do portão, vimos chegar um Volkswagen Polo encarnado de 1992. Pelo matraquear do motor era seguramente uma versão Diesel. Um «charuto» aos olhos de quem não gosta de automóveis, um «carro velho» para quem só gosta das últimas novidades, apenas «mais um» para quem só quer deslocar-se do ponto A ao ponto B.

Para o proprietário daquele Polo com mais de 25 anos de estrada, aquele carro significava seguramente muito mais. É uma pena, não consegui tirar nenhuma fotografia (estava a conduzir).

O gosto pelos automóveis

O carro estava impecável. Seja aquele proprietário quem for (se fores tu avisa!) notava-se que tinha orgulho no carro. Quando o comprou talvez fosse um charuto em fim de vida. Mas ele colocou-lhe umas jantes especiais e um porta-objetos no tejadilho onde transportava alguns objetos de aspeto vintage (uma mala de viagem antiga, um depósito de combustível e um pneu).

Talvez tenha gasto mais no carro do que aquilo que ele valia. Notava-se que tinha orgulho no carro.

Tudo isto para dizer que o gosto pelos automóveis é de uma multiplicidade quase infinita. Neste espectro tão alargado de possibilidades cabem carros tão distintos como aquele humilde Volkswagen Polo (que não deve superar os 140 km/h), como cabe um exótico Ferrari 488 GTB (que supera os 300 km/h).

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Neste espectro cabe o meu vizinho de 70 anos que lava todos os dias orgulhosamente o seu Mercedes-Benz Classe E 220 CDI de 2002 e cabe aquele jovem que encontrou no velho Polo um «escape» para o seu gosto pelos automóveis. Cabe uma amiga minha que colocou uma flor no tablier do carro e cabe outro amigo meu que tem um SEAT Ibiza 1.8 TSI Cupra com mais de 200 cv. Até cabe o melhor piloto da história da Fórmula 1 (na imagem em destaque).

O que é que eles têm em comum? Todos eles têm orgulho nos seus carros. Novo, velho, barato ou caro, o automóvel é um objeto que desperta paixões (e em alguns casos esvazia carteiras…). Uma extensão da nossa personalidade dirão alguns. No meu caso não é verdade… tenho um Mégane 1.5 dCi de 2003 e a minha personalidade condiz mais com um Porsche 911 GT3 RS.

Ainda assim, posso dizer que tenho um algum orgulho no meu Mégane. Gasta pouquíssimo e é confortável. Sim, os injetores estão bem e recomendam-se. Obrigado oh aves agoirentas!

E tu. Tens orgulho no teu carro?

Seguramente que sim – caso contrário já tinhas desistido de ler este artigo e estavas a ler outro qualquer, como este, por exemplo. Portanto lanço-te um desafio: gostavas de ver o teu carro aqui na Razão Automóvel? Se a resposta é afirmativa envia um e-mail para geral@razaoautomovel.com com o assunto: Tenho orgulho no meu carro!

Não interessa a marca, a potência, ou os extras. Não importa sequer se funciona! Pode ser um projeto que tens guardado na garagem à espera do momento certo. Pode ser um carro que estás a preparar há alguns anos para ensinar duas ou três coisas a carros mais potentes no próximo track-day. Pode ser um clássico ou pode ser um carro acabado de comprar. Pode ser apenas isso mesmo: o teu carro.

Aceitas o desafio? Queremos conhecer o teu carro.

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Diretor Editorial e co-fundador da Razão Automóvel. Tem 29 anos, ama os automóveis mas tem uma paixão secreta: as duas rodas! Praticante de todo-o-terreno, iniciou-se nas lides da condução aos comandos de um Citroen Ax. Não resiste a umas boas curvas, seja no asfalto ou numa folha de papel.