Toyota C-HR 1.8 VVT-I Hybrid: o novo «diamante» nipónico

Após mais de 600 km ao volante do novo Toyota C-HR, estamos em condições de afirmar que é um dos modelos mais bem nascidos da marca.

Dizem que “gostos não se discutem” – até aqui estamos de concordo. Mas é indiscutível que o design não tem sido um dos pontos fortes da Toyota. Podia escrever linhas infindáveis sobre a história da Toyota, sobre a reputação da marca em termos de fiabilidade e sobre o cuidado que colocam na assistência pós-venda. Mas sobre o design da marca, os elogios já não são tão rasgados e as linhas reduzem-se a poucas palavras. Não é que os Toyota sejam feios… regra geral não são é bonitos.

Na ânsia de desenhar modelos para agradar a clientes de mercados tão distintos como o europeu e o asiático (entre outros), a Toyota por vezes não agrada particularmente em nenhum mercado. Uma decisão que na Europa é especialmente penalizadora porque o nosso mercado coloca o design como uns dos principais fatores de compra.

A excepção à regra

Em termos de design, o Toyota C-HR é a exceção à regra. Goste-se ou não do estilo do C-HR, não há dúvidas que a marca nipónica esforçou-se por apresentar um modelo com apelo estético. E conseguiu. As formas, segundo a marca, são inspiradas num diamante.

As dimensões exteriores de crossover casam bem com linhas dramáticas e apontamentos estilísticos espalhados um pouco por toda a carroçaria. Ninguém fica indiferente à sua passagem. Acreditem, ninguém – e é um efeito que vai muito para além do efeito novidade.

Por dentro, a extravagância que encontramos no exterior continua. O interior tem uma apresentação impecável onde só destoam os gráficos algo datados do sistema de infotainment. Tal como o design, também a qualidade dos materiais está uns furos acima daquilo que é habitual na marca. Quanto à montagem, não há reparos a fazer: rigorosa como os japoneses sempre nos habituaram.

Há vida para além do design

O Toyota C-HR não é só um crossover cheio de estilo. Em estrada revela-se confortável e bastante fácil de conduzir. Os bancos dianteiros oferecem um excelente apoio e há espaço mais que suficiente para uma viagem confortável. Atrás, só a pequena dimensão das janelas traseiras pode incomodar os ocupantes – houve quem dissesse que se sentia mais seguro assim (enfim… gostos).

O motor 1.8 VVT-I Hybrid (coadjuvado por um motor elétrico) dá muito bem conta de si em ambiente urbano, sendo possível inclusivamente circular em modo 100% elétrico no pára-arranca da cidade. Fora da cidade, a caixa de variação continua (CVT) é competente mas continua a não ser do nosso total agrado.

Em estradas planas o desempenho é bom, mas assim que temos de superar alguma inclinação (principalmente acima dos 100 km/h) a rotação do motor dispara e o ruído do motor 1.8 VVT-I invade o habitáculo.

A caixa CVT é mesmo a única característica que belisca aquela que é nossa percepção geral do Toyota C-HR: que é um modelo muito fácil de conduzir e agradável de usar no dia-a-dia.

Quanto aos consumos, dependendo do «pé direito», podem ser bastante interessantes. Por interessantes, leia-se, apenas 4,6 litros em ciclo misto, um valor que não é difícil de alcançar a partir do momento em que nos habituamos a “entender” a caixa CVT.

Quanto a equipamento, não falta nada ao C-HR – nem tão pouco um cruise-control adaptativo com assistente de trânsito (controla a velocidade no pára-arranca imobilizando o veículo se necessário). Bancos aquecidos, ar-condicionado automático, GPS, este C-HR tem tudo isso e muito mais. O preço naturalmente acompanha o recheio do interior…

Conclusão

Num segmento onde a imagem é quase tudo, o Toyota C-HR não vive apenas do seu design mas também de todas as características que são transversais aos modelos da marca nipónica. Esta versão hiper-equipada (nas imagens) custa 32.235 €. Mas por 24.515 € já é possível adquirir o C-HR 1.2 Turbo de 122 cv (que já conduzimos aqui). Um valor que, convenhamos, é significativamente mais simpático.

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