PSA poderá adquirir a Opel. Os detalhes de uma Aliança com 5 anos.

O Grupo PSA (Peugeot, Citröen e DS) confirma a possibilidade de vir a adquirir a Opel. A análise desta eventual compra e de outras sinergias, tem vindo a ser desenvolvida em conjunto com a GM.

O esclarecimento foi emitido hoje pelo Grupo PSA e confirma que a Aliança que tem vindo a ser implementada com a General Motors desde 2012, poderá incluir uma eventual aquisição da Opel.

A aliança PSA/GM: 3 modelos

Há cinco anos e ainda com o setor automóvel a atravessar uma crise profunda, o Grupo PSA e a GM formaram uma aliança com os seguintes objetivos: estudar possibilidades de expansão e de cooperação, melhorar a rentabilidade e eficiência operacional. A venda em 2013, por parte da GM, dos 7% que detinha do capital da PSA, não afetou a Aliança.

Dessa Aliança resultaram três projectos em conjunto na Europa onde podemos encontrar o recém apresentado Opel Crossland X (plataforma aumentada do novo Citröen C3), o futuro Opel Grandland X (plataforma do Peugeot 3008) e um pequeno comercial ligeiro.

Os objectivos destas conversações não se alteraram relativamente a 2012. A novidade passa pela possibilidade da Opel, e por acréscimo, a Vauxhall, saírem da esfera do gigante americano e integrarem o grupo francês, como se pode ler no comunicado oficial da PSA:

“Neste contexto, a General Motors e o Grupo PSA examinam regularmente possibilidades adicionais de expansão e de cooperação. O Grupo PSA confirma que, em conjunto com a General Motors, está a explorar inúmeras iniciativas estratégicas que visam melhorar a sua rentabilidade e eficiência operacional, incluindo uma possível aquisição da Opel.

Neste momento não existe qualquer garantia de que um acordo será alcançado.”

Mais de um milhão de veículos por ano

É este o volume de vendas da Opel apenas no Continente Europeu, o que significa que a acontecer, esta fusão deverá alterar a estrutura do mercado. Considerando os números de 2016 e com a Opel na esfera da PSA, a quota de mercado deste grupo na Europa chegaria aos 16.3%.  Atualmente o grupo Volkswagen tem uma quota de 24.1%.

A chegada de Carlos Tavares à liderança do grupo PSA permitiu o regresso aos lucros em poucos anos. O português reduziu o número de modelos colocando o foco nos mais lucrativos, aumentou a rentabilidade e reduziu custos operacionais.

Com a Opel a juntar-se à Peugeot, DS e Citröen, significaria um acréscimo de um milhão de veículos por ano, totalizando cerca de 2.5 milhões de vendas na Europa.

Uma Opel lucrativa, será desta?

A Opel não tem tido existência fácil nos últimos anos. Em 2009 a GM tentou vender a Opel, estando, entre outros pretendentes, a FCA (Fiat Chrysler Automobiles). Após essa tentativa, encetou um plano de recuperação para a marca que começava a dar os primeiros resultados.

No entanto, o plano de regresso aos lucros foi adiado pela GM devido ao aumento de custos operacionais na Europa, consequência do Brexit. Em 2016, a GM na Europa relatou perdas superiores a 240 milhões de euros. Uma melhoria considerável, quando comparada com os mais de 765 milhões de euros de prejuízo em 2015.

Fonte: Grupo PSA

Segue a Razão Automóvel no Instagram e no Twitter

Pub