Jeep Renegade 1.4 MultiAir: o júnior da gama

O Jeep Renegade é a nova aposta da marca americana em solo europeu. Com um posicionamento mais jovem e citadino, este SUV não faz cara feia à cidade.

A Jeep apercebeu-se que ainda não tinha um “lugar ao sol” no segmento dos SUV’s utilitários e foi até ao banco de peças do Grupo FCA pedir emprestados componentes à Fiat. Saiu de lá com um chassi, motor e demais componentes para produzir um dos modelos mais curiosos do segmento.

Pensado nos EUA, mas fabricado em Melfi, Itália, o Jeep Renegade é o primeiro modelo da marca americana a ser produzido pela Fiat – resultado da parceria entre a marca italiana e a Chrysler. Como tal, herda a plataforma e a linha de produção do já conhecido Fiat 500X. Fazendo frente ao Nissan Juke e Mini Countryman, o Renegade é a opção ideal para quem gosta do aspeto “à prova de tudo” dos Jeep, mas que ao mesmo tempo desespera por um lugar de estacionamento na cidade – coisa que o Wrangler, Cherokee e todos os outros modelos da Jeep, têm dificuldade em encontrar. Segundo a marca, o Jeep Renegade pretende, através do visual “quadrado” e da elevada distância ao solo, fazer relembrar os primeiros modelos da fabricante americana, como o emblemático Jeep Willys.

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A versão que ensaiámos estava equipada com um motor 1.4 MultiAir (a gasolina) de 140 cv e 230Nm disponíveis logo às 1.750rpm, com consumos anunciados de 7.4l/100 km em cidade e 5.0l/100 km em estrada – a esta motorização estava associada uma caixa automática (opcional) com seis relações. Apesar dos valores anunciados, durante o nosso teste (maioritariamente citadino) os consumos não baixaram dos 8.2l/100km.

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Para quem pretende consumos mais “em conta” talvez a versão a Diesel seja a mais acertada. Caso os consumos não sejam um problema, ou os quilómetros percorridos anualmente não sejam significativos, este motor poderá ser o mais adequado, caso contrário escolham uma versão Diesel. Este 1.4 MultiAir, longe de ser um sprinter nato, é acima de tudo um motor à medida das pretensões de um modelo destas características. Em suma: não compromete mas também não entusiasma. Para além da motorização testada, existe ainda um bloco Diesel 1.6 MJD com 120 cv (mais adequado ao mercado nacional) – disponível apenas com tração dianteira e caixa manual de 6 velocidades – e dois blocos Diesel 2.0 MJD, de 140 e 170 cv respetivamente.

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A nível estético, as suas origem americanas não enganam ninguém: os espelhos com dimensões massivas, o pára-brisas (quase vertical), as cinco barras verticais da grelha dianteira e os faróis redondos não deixam ninguém indiferente. Só é pena que a adoção de alguns destes elementos estéticos tenha comprometido o conforto acústico – a partir dos 100km/h o ruído aerodinâmico do Jeep Renegade evidencia-se através dos mais variados “zumbidos”. Falando dos interiores, apesar de alguns materiais estarem abaixo daquilo que encontramos na concorrência mais direta, a nota geral é de robustez. O sistema de infoentretenimento é bastante simples e intuitivo, assim como todos os comandos da consola central.

As dimensões também não enganam: 4256mm de comprimento, 1805 de largura, 1667mm de altura, que se traduzem num bom espaço a bordo, suficiente para cinco adultos não andarem “aos encontrões”. A mala também não desilude graças aos seus 351 litros de volume. De série, o Jeep Renegade conta com sistema de navegação, ligação bluetooth, cruise control com limitador de velocidade, sensores de luz e chuva e sistema de alerta de transposição de faixa de rodagem com correção, sendo o sistema Connect Nav de 5”, o único opcional – recordamos que os preços do Jeep Renegade iniciam-se nuns simpáticos 22.450 euros.

Quanto ao trabalho das suspensões, acaba por revelar-se mais acertado do que a sua silhueta “quadradona” deixa adivinhar. O Jeep Renegade apresenta um comportamento dinâmico muito correto, permitindo velocidades em curva muito interessantes e uma estabilidade a velocidades mais elevadas acima de qualquer suspeita, um pouco em prejuízo do conforto. De todo o modo, apenas nos buracos mais pronunciados é que o Jeep Renegade evidencia esta dureza. Mas afinal de contas… é um Jeep!

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