Alfa Romeo Giulia: o renascer da marca italiana

25/06/2015
5.061 views
Share Button

Há pouco mais de um ano atrás, noticiávamos aqui o renascimento da Alfa Romeo com todos os detalhes. O primeiro exemplar desta nova ofensiva é o Alfa Romeo Giulia. Che macchina?

A comemorar 105 anos de idade, a Alfa Romeo está apostada em recuperar o fulgor perdido nas últimas décadas, em parte devido a modelos mal nascidos e em grande parte, a decisões estratégicas desastrosas que quase colocaram um ponto final num percurso centenário cheio de momentos de glória.

Para este relançamento, a Alfa Romeo não fez por menos. Reuniu todo o seu know-how e apresentou o Alfa Romeo Giulia como “um dos mais brilhantes exemplos de excelência automóvel”. Para o impacto ser ainda maior, apresentou o Giulia na sua versão mais radical, Quadrifoglio.

RELACIONADO: Conheçam a família de «super-motores» que a Alfa Romeo está a preparar

As especificações técnicas prometem: 510cv de potência, um binário generoso (para já, desconhecido) e apenas 3.8 segundos dos 0-100km/h. Apesar dos valores de perfomance providenciados pela mecânica V6 sobrealimentada – desenvolvida em parceira com a Ferrari – serem bastante generosos, a Alfa Romeo afirma que o Giulia é mais eficiente que os seus concorrentes: Mercedes C63 AMG, BMW M3 ou Cadillac CTS-V. Eficiência que em parte se deve ao sistema de desactivação de cilindros.

alfa romeo giulia 1

Para acompanhar o ímpeto mecânico e respeitar o legado dinâmico da marca, a distribuição de peso do Alfa Romeo Giulia é de 50/50. Outra novidade é utilização de materiais como fibra de carbono e alumínio na construção do chassi, para um peso total de apenas 1530kg.

Contamos ainda com uma nova suspensão Multilink atrás e uma Double Wishbone à frente juntamente com uma direcção semi-elétrica para uma melhor precisão. Associado a este «pedaço de mau caminho» está o sistema Torque Vectoring que permite ao diferencial traseiro decidir quanta potência distribuir por cada roda, ajudando nas situações de menos tracção e em condução mais empenhada.

Um sistema de travagem desenvolvido especificamente para esta versão e vários modos de condução (Dynamic, Natural, Advanced Efficient e Racing) não foram esquecidos. Estará também disponível motorizações 4 cilindros turbo a gasolina e diesel e ainda a opção de tracção integral.

Do interior ainda não há imagens oficiais, mas espera-se um interior construído com materiais de alta qualidade. Tudo boas notícias para os amantes da industria automóvel, que aparentemente constatam o renascimento de uma marca história. Infelizmente, outras ficaram pelo caminho…

Editor do Razão Automóvel e um “petrolhead” confesso. Alcatrão, gasolina, borracha e metal, são estes os seus quatro elementos básicos. Conduzir é para ele uma terapia e uma forma de estar. E se o «terapeuta» tiver tração traseira então... é o nirvana total!