Tudo o que perderam por não ir ao Estoril…

… e é muito bem feito!Não há desculpas, deviam ter ido. Motivos não faltaram. Para que não repitam o erro vou contar-vos o que se passou no Estoril este fim-de-semana. Mas só desta vez…

Como sabem, o nosso querido Circuito do Estoril recebeu no passado fim-de-semana a primeira corrida internacional do ano, com a GT Sport a trazer para Portugal um programa completíssimo, que incluía o GT Open, o Eurofórmula Open e a SEAT Leon Eurocup. Para encher ainda mais a barriguinha de automóveis, quem foi, ainda assistiu às corridas do Nacional de Clássicos e dos Legends Classic Cup.

O bilhete era caro? Não, era gratuito. O tempo estava mau? Não, estava excelente. Então as bancadas estavam cheias, certo? Errado. Mas há mais: o acesso ao paddock era livre caramba! De pouco vale vociferar contra a primazia do futebol nos meios de comunicação social quando depois, nós amantes do desporto motorizado, votamos espectáculos assim ao abandono. E o cansaço também não é desculpa para não ter ido. No dia anterior fiz mais de 700km ao volante de um Mazda MX-5 por estradas nacionais, incluindo esta(!). Estive lá o dia todo.

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Se tivesse um puto, acreditem, tinha-lhe espetado um boné na cabeça e tinha-o levado até ao Estoril. Há dias em que os baldes e as toalhas de praia podem esperar. Se não fizeram isso, foram uns péssimos pais. O vosso puto ia ficar maravilhado com o barulho dos carros em pista e por poder ver e tocar nos «popós». Enquanto isso o pai podia falar com os pilotos e tirar umas fotografias engraçadas a carros e não só

Melhor. Até podiam conduzir numa pista de slalom com tempos cronometrados, tudo montado pela SEAT. Enquanto isso o puto podia experimentar um simulador de corridas, também da SEAT. Aliás, foi impressionante o espetáculo montado pela marca espanhola neste evento: mais de 20 carros na grelha de partida; uma motorhome cheia de gente famosa (actores de novela, cantores e socialites em geral); e várias actividades abertas ao público.

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Deixando para trás o glamour do paddock do campeonato GT Open e do SEAT Leon Eurocup, cheguei ao parque do Campeonato Nacional de Clássicos. O ambiente era outro. Os prato elaborados que encontrei nas hospitality das equipas do GT Open e da SEAT, deram lugar às bifanas e às cervejas. Nada contra, tudo a favor.

O meu apurado ouvido alentejano, distinguia os sotaques do norte a léguas, um pouco por todo o lado. Malta porreira. Os pilotos – muitos deles também são mecânicos, bate-chapas, cozinheiros, pais de família e relações públicas, tudo ao mesmo tempo – arranjavam sempre tempo para uma fotografia comigo ou para falar do carro que conduziam.

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Eu que ainda não cheguei aos 30, gostei de ver ao vivo os carros que preenchiam o meu imaginário quando era puto. Carros que que há mais de 20 anos enchiam as grelhas de partida do Estoril. Aqueles que têm idade para isso lembram-se que os troféus monomarca eram mais que muitos em Portugal. Bons tempos… dizem.

Pois bem, perderam isto e muito mais. É bom que tenham ficado a sentir-se mal. A boa notícia é que esta foi só a primeira corrida internacional da temporada, muitas mais estão para vir. Da próxima estamos combinados. Encontramo-nos no Estoril, ok?

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Imagens: Gonçalo Maccario/Razão Automóvel

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