Rally de Portugal: Viana e Caminha ao rubro

23/05/2015
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O dia começava com a notícia do cancelamento da etapa de Ponte Lima (SS2) devido a um incêndio. Caminha (SS3) e Viana (SS4) fizeram a festa, em grande.

Se chegar a Lousada e dar de caras com um público espectacular foi uma grande satisfação, as nossas altas expectativas para hoje concretizaram-se. Em Viana do Castelo, o salto foi um dos momentos altos, com o público mais uma vez a dar corpo a uma festa incansável. Caminha não lhe ficou atrás.

Com o Atlântico como pano de fundo, o dia correu de feição para os que rumaram às etapas mais a norte desta edição do Rally de Portugal.

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Latvala terminou o dia na liderança

Foi o líder da competição, Jari-Matti Latvala, que venceu a última etapa do dia, tendo sido o mais rápido pela segunda vez numa classificativa (SS7 – Viana do Castelo). Esta prestação permitiu-lhe estabelecer uma vantagem de 11.1s em relação ao segundo classificado, o britânico Kris Meeke (Citröen). O líder do campeonato, Sébastien Ogier, foi o segundo mais rápido e confessou que teve de gerir o estado dos pneus, sendo que da parte da manhã chegou mesmo a sofrer com um furo lento.

Vários pilotos sofreram furos nos seus carros e tiveram outros problemas porque não esperavam condições tão duras durante a tarde.

Na segunda passagem por Caminha Ogier foi o mais rápido e encurtou a desvantagem para os adversários. O líder do Mundial está em sexto, a 26 segundos do colega de equipa, Latvala.

Ott Tanak foi o terceiro mais rápido e terminou o dia em quarto a 1,8s de Andreas Mikkelsen, que segue em terceiro lugar.

Problemas nos pneus marcaram a tarde

Durante a tarde, falou-se muito de pneus. Quase todos os pilotos optaram por utilizar uma mistura de macios e duros, tendo alguns optado pelos macios. As especiais mais quentes e abrasivas foram um desafio. O piloto Lorenzo Bertelli nem pôde regressar à assistência porque teve dois furos que danificaram as jantes e o carro não podia circular.

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A primeira especial da tarde, Ponte de Lima 2, acabou por ser cancelada devido a um incêndio que deflagrou nas imediações. Como não estava reunidas as condições de segurança, a direcção de prova decidiu que a quinta classificativa do Vodafone Rally de Portugal não se realizaria.

No WRC2, Nasser Al-Attiyah venceu o derradeiro troço do dia. Karl Kruuda fez segundo, mesmo depois de ter apanhado um concorrente mais lento à sua frente que o fez perder tempo. No final da jornada, o qatari lidera com 13,5 segundos de vantagem sobre Yazeed Al-Rajhi. Pontus Tideman, que estreia o Skoda Fabia R5, é terceiro.

No WRC3 disputa-se fortemente pelo primeiro. Quentin Gilbert é o líder, mas Terry Folb (2º) terminou o dia a apenas 8,2s. Ole Christian Veiby é terceiro mas está a mais de meio minuto do francês.

Nos portugueses, Bernardo Sousa liderou durante a manhã, mas acabou por ceder a posição na primeira especial da tarde. O piloto português danificou o radiador do Peugeot por este ter uma altura ao solo demasiado baixa para as especiais que apresentavam sulcos profundos, e decidiu abandonar para não danificar o motor. Miguel Campos (Ford Fiesta R5), que era segundo, terminaria o dia em primeiro lugar.

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O piloto de Famalicão tem uma vantagem superior a dois minutos para o segundo português, Pedro Meireles. Miguel Barbosa ocupa o último lugar do pódio entre os lusos.

Hoje o Vodafone Rally de Portugal entra na zona do Marão. Baião (18,57 km), Marão (26,46 km) e Fridão (37,67 km) são as especiais que os concorrentes vão cumprir por duas vezes. São 586,84 quilómetros, dos quais 165,4 km contra o cronómetro.

Imagens: André Vieira/Thom Van Esveld – Razão Automóvel

Cofundador da Razão Automóvel | Aos 20 anos, o pai passou-lhe um Alfa Romeo para as mãos com 300 mil quilómetros e disse-lhe: "Faz-te à vida." Desde então tem feito amizade com mecânicos e condutores de reboque por este país fora. Na nossa primeira reportagem, ficamos apeados na A1.