Toyota entra na guerra dos mini blocos turbo com o 8NR-FTS

07/04/2015
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A guerra no campo dos blocos a gasolina de pequena dimensão com recurso a turbo e a injecção directa está cada vez mais intensa. A Toyota, um dos maiores construtores mundiais, não podia ficar de fora e junta-se à festa com o novíssimo bloco 1.2 D-4T.

No seu cartão de visita – leia-se ficha técnica – temos um bloco de 1196cc, capaz de desenvolver 116 cavalos às 5.200rpm e com pulmão até às 5.600rpm. Quanto ao binário, o músculo deste pequeno bloco faz-se representar por uns respeitáveis 185Nm, que fruto do seu pequeno turbocompressor estão disponíveis, logo ás 1.500rpm e mantêm-se com capacidade atlética até às 4000rpm, deixando antever uma clara capacidade de desenvoltura para os baixos e médios regimes.

Mas para chegar a estes valores os engenheiros da Toyota repensaram algumas formalidades técnicas, nomeadamente o seu próprio ciclo. Ao contrário daquilo que é padrão na indústria, a Toyota não recorreu a uma solução com ciclo Otto (mais vulgar na industria automóvel), mas antes a uma motorização com ciclo Atkinson – ver vídeo explicativo no final do artigo.

A vantagem deste ciclo revela-se a nível térmico, podendo ser até 36% mais eficiente a este nível do que um motor  de ciclo Otto equivalente. Mas não é tudo, o novo comando variável de válvulas VVT-iW permite que o ciclo Atkinson seja constantemente cumprido, fazendo com que a taxa de expansão seja sempre maior que a já elevada taxa de compressão deste pequeno bloco que é de 10,0:1.

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O turbocompressor usado pela Toyota é um single scroll (entrada única) para os 4 cilindros ajudado por um coletor de escape refrigerado a água, que permite uma melhor resposta do motor e um binário máximo constante. Do lado da admissão, o coletor foi trabalhado de forma a proporcionar um vortex no fluxo de ar que permita uma mistura mais homogénea com o combustível.

Na prática este novo bloco, que marcará presença no renovado Toyota Auris, será capaz de um consumo médio a rondar os 4.7l/100km.

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Tem no ADN a paixão por automóveis, ainda no ventre materno já gostava de andar de carro. Atingiu na formação como mecânico de automóveis o nirvana do viver e respirar técnica automóvel. Define-se como um Gearhead/Petrolhead e tem a condução como o seu Elixir de Vida.

  • Telmo744

    A taxa de expansão nunca pode exceder a taxa de compressão física. O que o Atkinson faz é reduzir a taxa de compressão real, por devolução da mistura ao coletor de admissão, diminuindo as perdas por bombagem de forma significativa, e permitindo elevadas taxa de compressão física (que se materializam no tempo de expansão).