Toyota GT86 CS-R3: a alternativa

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O Toyota GT86 CS-R3 promete o regresso excitante dos tracção traseira aos ralis. Ainda não é desta que veremos duelos épicos entre tracção traseira e total, como em tempos idos, mas o GT86 CS-R3 deverá certamente agitar as águas, onde a concorrência é toda constituída por utilitários de tracção dianteira.

Não faz muito tempo, escrevíamos entusiasticamente sobre o tímido regresso dos modelos de tração traseira aos troços de rali, agora apresentamos outro: o Toyota GT86 CS-R3. A FIA criou a categoria R-GT para permitir o regresso de desportivos de tracção traseira aos ralis, mas dificilmente o Toyota GT86 rivalizará com o Porsche 911 GT3 que o Chris Harris teve oportunidade de testar.

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Este Toyota GT86 situa-se mais abaixo na hierarquia das categorias, encaixando na categoria R3, mais próxima dos automóveis que conduzimos. Como tal, vai enfrentar uma armada de utilitários vitaminados com “tudo à frente” – leia-se motor e eixo de tração.

Os Renault Clio, Citroen DS3, e até o Fiat Abarth 500 serão os seus rivais. Há que celebrar o esforço da Toyota em adaptar a mais clássica das arquitecturas ao mundo dos ralis. Diversidade acrescida, e certamente, mais espectáculo garantido.

O GT86 CS-R3 é obra da Toyota Motorsport GmbH, sediada em Colónia, Alemanha. A adaptação do GT86 CS-R3 para os ralis já decorre desde o Verão passado, altura em que se iniciaram os primeiros testes de desenvolvimento. A categoria R3 permite que carros próximos dos de produção possam participar nos mais variados eventos, permitindo modificações limitadas relativamente aos veículos em que se baseiam.

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Comparado a um Toyota GT86 de produção, o CS-R3 mantém o motor 2.0 litros atmosférico de 4 cilindros e arquitetura boxer. Motor este, que graças a modificações na árvore de cames, taxa de compressão, e à adição de um novo sistema de escape de competição HJS vê a sua potência subir dos 200 para os 240cv. O binário atinge os 230Nm às 6800rpm, 25Nm mais que o GT-86 de produção. A transmissão deixa de ser manual e passa a ser sequencial, fornecida pela Drenth e igualmente com 6 velocidades.

A modificação mais curiosa passa pelo abandono da direcção de assistência elétrica, regressando à “velhinha” assistência hidráulica. Também andam os pilotos à procura de «sentir» o que as rodas andam a fazer?

O GT86 CS-R3 vem preparado para dois tipos de piso. Para asfalto, traz jantes OZ de 17″ e discos dianteiros de 330mm, enquanto que para troços de terra ou gravilha as jantes OZ são de 16″ e os discos dianteiros de menor diâmetro (300mm). O peso regulamentado é de 1080kg, ou seja, 150kg mais leve que o GT86 de produção.

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O encanto pelos automóveis empurraram-o para o mundo do design, com a enebriante possibilidade de poder vir a criar estas «criaturas» rolantes . Quando lhe colocaram um volante nas mãos, Fernando Gomes apercebeu-se ainda mais da complexa relação entre o homem e a máquina. Está definitivamente «agarrado»...