Goodwood Revival: oh tempo volta para trás…

30/09/2014
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Goodwood Revival é o mais próximo que a humanidade está de uma viagem ao passado. A Razão Automóvel esteve lá e por momentos quase que quis renascer em papel. Tal não foi o revivalismo…

Já dizia a letra da música de Tony de Matos “Oh tempo volta pra trás / Traz-me tudo o que eu perdi / Tem pena e dá-me a vida /A vida que eu já vivi.”. Pois bem, com muita pena nossa o tempo não volta efectivamente atrás. Mas lá para os lados de Goodwood, Inglaterra, quase que volta.

A RECORDAR: Os motivos que fazem de Goodwood um local tão especial e um agradecimento a Lorde March

Uma vez por ano, durante um fim-de-semana, Goodwood acorda na década de 60. É o mais próximo que podemos estar de um regresso ao passado – ou isso ou ir à Coreia do Norte. Talvez seja melhor ficar por Goodwood…

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A década de 60 foi uma época de intensa prosperidade, de grandes avanços científicos, de memoráveis realizações automobilísticas e da democratização de alguns prazeres da vida, até então um exclusivo de algumas classes sociais. Não há objectivamente motivo nenhum para não gostar da década de 60. Foi na década de 60 que se deu o boom dos bikinis, sabiam?

A NÃO PERDER: 200 imagens exclusivas da edição 2014 do Goodwood Festival of Speed

Por isso não é de estranhar que Lord March, proprietário da Herdade de Goodwood, queira regressar aos anos 60 uma vez por ano através do Goodwood Revival. As roupas, os carros, a música, todo o ambiente transpira espírito vintage, conceito tão em voga nos dias que correm.

Nós estivemos lá, a respirar aquele ar. O cheiro da gasolina no ar, os carros clássicos e as lendas dos automobilismo em pista, uma vez mais a competir pelo melhor tempo. Um romance em tempo real! Até tropeçámos no Sir. Stirling Moss – vejam a galeria na última página.

reboque

Apenas as máquinas fotográficas digitais e som dos telemóveis nos recordavam que afinal continuávamos de «pedra e cal» no século XXI. Mas soube bem viver e sentir o charme daquela época, não por imagens, mas em tempo real. Até porque, como já dissemos: a modernidade não tem charme, pois não?

Foi uma viagem no tempo tão imersiva que por momento o João Faustino desejou que a Razão Automóvel fosse uma publicação em papel. Mas convenhamos… por muito charme que outros tempos tenham, receber as notícias mais frescas da industria automóvel à distancia de um clique não tem literalmente preço, pois não? A sério, é que não tem mesmo!

Fique com as imagens do festival:

Fotografia: João Faustino

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Diretor Editorial e co-fundador da Razão Automóvel. Tem 29 anos, ama os automóveis mas tem uma paixão secreta: as duas rodas! Praticante de todo-o-terreno, iniciou-se nas lides da condução aos comandos de um Citroen Ax. Não resiste a umas boas curvas, seja no asfalto ou numa folha de papel.