Porsche: revolução nas motorizações

04/06/2014
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Entre perda de cilindros e novas motorizações turbo, é a revolução total na gama de motores da Porsche.

Na industria automóvel moderna, já não há lugar para grandes fundamentalismos. As regras atuais do jogo ditam que, entre custos financeiros e obrigações de ordem ambiental (muitas vezes estes estão interligados), as marcas tenham de abrir mão do «ideal» em detrimento do «possível». E na generalidade, todas as marcas fazem isso mesmo: o possível.

E por possível entenda-se diversificar a gama, reduzir o tamanho dos motores, as emissões, os consumos, etc. A Porsche tem sido na última década um exemplo paradigmático desse espírito. Se dependesse dos mais conservadores, possivelmente, marcas como a Porsche nunca teria lançado modelos como o Cayenne, o Boxster ou o Panamera.

Porsche 911 jubileu 7

Hoje é sabido que sem estes modelos – todos eles controversos; todos eles um sucesso – a Porsche não teria agora capacidade para investir aquilo que tem investido em tecnologia e na competição. Know-how que agora dá os seus frutos em modelos de série.

Em 2016 poderá surgir um pequeno desportivo – abaixo do Cayman e Boxster –  de acesso à gama, equipado com a motorização 1.6 de 240cv.

Mas na altura a controvérsia fez-se ouvir em alto e bom som, tanto na imprensa especializada como em fóruns de discussão – vozes que silenciaram-se um pouco, quando por uma «unha negra» a pequena Porsche não conseguiu lançar uma OPA bem sucedida ao gigantesco Grupo Volkswagen. Enfim… a beleza do capitalismo em todo o seu esplendor.

Diretor Editorial e co-fundador da Razão Automóvel. Tem 29 anos, ama os automóveis mas tem uma paixão secreta: as duas rodas! Praticante de todo-o-terreno, iniciou-se nas lides da condução aos comandos de um Citroen Ax. Não resiste a umas boas curvas, seja no asfalto ou numa folha de papel.