Trio de concepts Suzuki no salão de Tóquio

O salão de Tóquio, a realizar já em Novembro, será palco para a estreia de três novos concepts por parte da Suzuki. Hustler, X-Lander e Crosshiker são os seus nomes, e exploram a temática SUV e Crossover, ou seja, as tipologias mais desejadas do momento.

Começando pelo mais pequeno, o Hustler, trata-se de um kei-car a explorar a temática crossover. Os kei-cars são uma categoria japonesa de automóveis, que cumprem regulamentos específicos para efeitos fiscais e de seguros, obedecendo a um conjunto restrito de regras.

Criados no pós-2ª Guerra Mundial, de modo a fomentar a motorização e a industria do país, acabou por se tornar num fenómeno exclusivo japonês e com enorme sucesso comercial. Vingaram no Japão, mas não em outros mercados, com as especificidades dos kei-cars a ditarem apelo limitado a um nível internacional.

Não podem ter mais de 3.4m de comprimento (um Fiat 500 é mais comprido), e 1.48m de largura (um Smart Fortwo é mais largo). Ao nível de motorizações, os seus motores não podem ter mais do que 660cc e 64 cv. As transmissões, no geral, são do tipo CVT, e, como dá para adivinhar, é na cidade que estas miniaturas automóveis dominam.

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O Suzuki Hustler (nome peculiar, dado a revista homónima) parece ser uma derivação diminuta do Toyota FJ Cruiser. Os tiques visuais do mundo dos Crossovers e SUV polvilham a sua pequena carroçaria. Tal como acontece com outros kei-cars, também pode vir munido de tração integral.

Dos três concepts apresentados, o Suzuki Hustler é aquele que está a um passinho da linha de produção, sendo mais um show-car do que concept-car, isto é, um modelo de produção com mais maquilhagem para a sua estreia em salão. E como extra, será apresentado em dois sabores. Uma versão mais prática e utilitária, com carroçaria alta e contornos mais cúbicos, e uma outra denominada Coupe, de carroçaria mais baixa, uma linha de tejadilho descendente e puxador traseiro disfarçado, para criar aspecto mais dinâmico. Como nota, mais uma vez, a palavra Coupé a ser mal tratada, sendo incorretamente aplicada.

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O Suzuki X-Lander deriva diretamente do Suzuki Jimny. Vem equipado com tração integral, um motor a gasolina com 1.3 litros e uma nova caixa manual robotizada. Integrado no pacote mecânico do X-Lander temos ainda um motor eléctrico, o que torna esta estival proposta num híbrido. Talvez o mais impraticável dos três concepts, mas senhor de aspecto robusto e algo radical, poderá ser indicativo do que poderemos encontrar no sucessor do Suzuki Jimny.

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Para o fim temos, talvez, o concept mais interessante do trio. O Suzuki Crosshiker deriva das premissas estreadas no concept Regina (também conhecido como G70), apresentado na edição de 2011 do salão de Tóquio. Tal como o Regina, o Suzuki Crosshiker comporta uma série de tecnologias que têm como consequência superior eficiência e leveza. As dimensões deverão ser semelhantes às de um Suzuki Swift, mas o Crosshiker acusa na balança apenas 810 kg de peso, inferior à maioria dos nossos citadinos.

Estreia também novo motor de 3 cilindros com apenas 1 litro de capacidade. Da mesma forma que o Regina gerou impacto pela sua estética peculiar e atrativa, o Suzuki Crosshiker adapta à sua compacta carroçaria alguns genes visuais do universo SUV, apesar de uma carroçaria depurada e ausente de elementos acessórios, como encontramos nos mais variados crossovers e SUV.

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Na galeria abaixo pode encontrar mais imagens destes três concepts.

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