Um Ferrari à dimensão “500”

Para descontrair e esquecer a crise por momentos… voltei ao meu passado vivido durante quase 20 anos, os automóveis e tudo o que gira à sua volta. Mas vale porque parece tratar-se de um brinquedo para termos numa galeria lá em casa, também demonstrativa da capacidade da indústria europeia que afinal não estará a viver uma crise tão profunda.

O Fiat 500 à semelhança do Volkswagen Carocha e do novo Mini é um dos automóveis considerados fashion, porventura entre os mais revivalistas dentro de preços mais aceitáveis. Outras marcas exprimentam sucessos semelhantes. Um dos maiores – o Alfa Romeo 8C – já custa (em 2ª mão, via internet) mais de 290.000 euros tão só porque foram produzidos 500 com capota e outros tantos descapotáveis e todos com clientes antecipados e destinados a coleccionadores.

Mas talvez porque a crise aperta, manda despertar os mais pequenos, transformando-os em verdadeiros brinquedos aspiracionais. A Fiat através da sua divisão Abarth acaba de mostrar uma versão do modelo 500 exclusivo, construído em homenagem à Ferrari a que baptizou de Abarth 695 «Tributo Ferrari». Trata-se de uma forma da marca italiana através da sua divisão de competição prestar tributo à sua marca do «Cavallino Rampante». Porventura criar um pequeno Ferrari, mais á medida das carteiras dos condutores comuns. No entanto, levanta-se a questão de estarmos perante uma série limitada que não chegará às 200 unidades.

Esta versão do bem sucedido modelo 500 deverá custar pouco mais de 46.300 euros nos países europeus sem as taxas sobre os automóveis que são praticadas em Portugal, muitos dos quais (destes euros, entenda-se) serão para pagar a transmissão sequencial MTA electromecânica em todo semelhante à utilizada nos Ferrari, Maserati, Lamborghini, Porsche 911 Carrera Turbo e outros grandes roadstar que não ousam sequer equipar os seus super desportivos com caixas automáticas do tipo triptronic como nos Audi Q7.

O Fiat 695 «Tributo Ferrari» debita 185 cavalos retirados do motor 1.4 T-Jet a gasolina (à semelhança de outras versões Sport que se comercializam e participam em troféus em alguns países europeus), acelera dos 0 aos 100 km/h em menos de 7 segundos e alcança uma velocidade máxima superior aos 225 km/h.

A Ferrari afinou as suspensões deste Fiat e introduziu-lhe travões de discos perfurados com pinças da marca Brembo, jantes de 17 polegadas e a caixa dos retrovisores exteriores em carbono.

Este bólide irá ser comercializado em duas cores: naturalmente em encarnado Ferrari (rojo corsa) e num exclusivo cinzento titânio que custará mais 2,500 euros. De momento não há preço estabelecido para o mercado português, nem tão pouco é conhecida a possibilidade de termos algumas unidades em comercialização entre nós.
Como nota final, o interessante consumo em ciclo combinado de 6,5 litros por cada 100 quilómetros que concretiza opinião internacional dos especialistas que os motores a gasolina da geração multi-air são capazes de serem quase tão económicos quanto os diesel com novas vantagens nas questões ambientais relativas à poluição.


Texto: José Maria Pignatelli (Participação Especial)

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